Breve história dos batistas

BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS

DE CRISTO À CAMPINAS

Os Batistas saem diretamente das páginas do Novo Testamento, dos lábios e ensinos de Jesus e dos apóstolos, e têm sua trajetória marcada pela oposição a toda corrupção da doutrina cristã claramente exposta no Novo Testamento ”. Isto nos informa o site da Convenção Batista Brasileira, considerando as nossas raízes doutrinárias. A doutrina cristã claramente exposta no Novo Testamento , segundo a entendem e seguem os batistas, está no site, representada pela Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, nos seus dezenove artigos, onde a Bíblia, e somente a Bíblia, é a base de fé para tudo o que ali se declara.

CRISTO EDIFICA SUA IGREJA

Em Jerusalém, no século I da Era Cristã, Jesus Cristo edificou a sua Igreja, a qual tem percorrido um longo e difícil caminho, até os nossos dias. O início dessa trajetória está no livro de Atos, no qual estão registradas as seguintes palavras de Jesus, respondendo a indagação dos discípulos sobre a restauração do reino a Israel:

“Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1. 6-7 - NVI Editora Vida, 2000)

Qual era o mundo conhecido na época de Jesus? E onde ficavam “os confins da terra?” Com exceção de partes da Europa, da Ásia e do norte da África, tudo o mais no mundo fazia parte do que Jesus chamou de “os confins da terra”. Assim sendo, a América estava no fim do mundo. Somos, portanto, testemunhas vivas de que o evangelho de Cristo, pregado pelos apóstolos e pela Igreja Cristã Primitiva de Jerusalém, atingiu realmente os confins do mundo. O livro de Atos, em seus vinte e oito capítulos, revela os primórdios da igreja primitiva, história continuada pela Igreja Cristã ao longo dos séculos. Nós, como Igreja Batista Central de Campinas, participantes deste processo, estamos ajudando a escrever esta saga do Evangelho, que deve ser propagado ao mundo todo pelos discípulos de Cristo. Como Igreja Batista Central de Campinas, nós participamos da história da Igreja, cujos acontecimentos deverão se desenrolar até o seu arrebatamento.

OS BATISTAS NO MUNDO

Partindo-se de uma única Igreja Cristã Primitiva situada na cidade de Jerusalém, hoje a chamada Igreja Cristã encontra-se dividida em tantas denominações e facções diferentes, coisa que torna difícil caracterizar a muitas delas como verdadeiramente cristãs. A corrupção de doutrinas e práticas do Cristianismo começou ainda nos tempos apostólicos, no primeiro século da Era Cristã, conforme a própria Bíblia nos relata no livro de Atos e nas cartas de Paulo, por exemplo. Ela se amplia com o passar do tempo, com Constantino, imperador romano (306 a 337 a.D.), quando iniciou o processo de oficialização do Cristianismo como religião em todo o Império Romano. No entanto, resistências surgiram a esse “outro evangelho”, e muitos dos resistentes foram perseguidos, exilados e mortos. Diz-nos o site da Convenção Batista Brasileira: ” Eles mantiveram acesas as doutrinas cristãs genuínas e possibilitaram que, através dos tempos, outros se levantassem na Idade Média, como Cláudio de Turim, Pedro de Bruys e Henrique de Lausanne, Pedro Vado, João Wycliff, João Huss e muitos outros ”. Embora o “Rasto de Sangue”, de J. M. Carroll, e o landmarkismo não sejam históricamente comprovados, idéias como essas levantam a tese muito válida da necessidade de estarmos preocupados com a fidelidade de nossas doutrinas e práticas, pois, se é difícil, talvez até impossível, traçar-se uma linha única da Igreja Apostólica de Jerusalém até nós no plano histórico, será sempre importante examinarmos constantemente as Escrituras no plano espiritual, já que nós julgamos “ter nelas a vida eterna, pois são elas mesmas que testificam” a respeito de Jesus Cristo, conforme ele mesmo orientou seus discípulos que fizessem, segundo lemos em João 5:39.
Surgindo a Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero em 31 de outubro de 1517, ocasião da publicação das 95 teses na porta do Castelo de Wittenberg, criou-se a oportunidade de que muitos grupos dissidentes intensificassem suas pregações, e entre eles os chamados Anabatistas, seguindo a linha de Zuínglio, que sustentavam muitas doutrinas que os batistas defendem ainda hoje, e representavam um grupo com bastante atuação naquele momento. O nome que lhes foi dado, Anabatistas, significa "os rebatizadores", já que não aceitavam outra forma de batismo que não fosse por imersão, seguindo o significado da palavra batismo no grego, que significa “mergulho”. Embora sem ligação histórica direta conosco, certamente a influência exercida foi importante para a origem dos batistas.

Finalmente, em 1609, um grupo de refugiados ingleses que foi para Amsterdã, na Holanda, em busca de liberdade religiosa, liderado por John Smyth (que era pregador) e Thomas Helwys (que era advogado), organizaram ali uma igreja de doutrina batista, como era o sonho dos dois líderes e daquela comunidade. A congregação se reunia na rua Baker (Bakkerstraat), onde um padeiro chamado Munter abriu o espaço dos fundos de sua padaria para as reuniões do grupo. No local, em 2009, uma placa foi colocada para lembrar o início batista, como parte das comemorações dos 400 anos de existência da Igreja no mundo. Naquele local, John Smyth “batizou-se” e em seguida batizou os demais integrantes daquela congregação local, constituindo-se assim na primeira igreja organizada tendo como espelho as doutrinas do Novo Testamento, inclusive o batismo mediante a profissão de fé em Jesus Cristo. Com a morte de John Smyth logo após, Thomas Helwys e seus seguidores decidiram regressar para a Inglaterra, e a igreja organizada se desfez.

As duas vertentes até então citadas, a do “landmarkismo” e a dos anabatistas, tentam explicar nossas origens. Se nós considerarmos, porém, as raízes comprovadamente históricas, nossa trajetória começa com a organização da Igreja em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1611 ou 1612, por Thomas Helwys e seus seguidores, já batizados na Igreja em Amsterdã. Esta é a Igreja que inicia a linhagem de igrejas batistas atuais, as quais começaram a crescer na Inglaterra sob severa perseguição oficial da Igreja Anglicana. A perseguição aos batistas e a outros grupos separatistas levou-os a fugirem para várias partes do mundo, e em especial para as colônias da América do Norte, para o Novo Mundo, em busca de liberdade religiosa.

Com relação à expansão missionária dos Batistas no mundo, em 1791, um jovem pastor inglês chamado William Carey, sentindo forte compaixão pelas multidões pagãs da Índia, decidiu iniciar, com o apoio de vários pastores, um movimento para o envio de missionários àquela parte dos “confins da terra”. Assim foi criada a Sociedade de Missões no Estrangeiro, que tem tido uma participação muito grande na expansão da obra batista na Ásia e na África, além de outros continentes e inclusive no Brasil.

Hoje, os batistas estão presentes, em cerca de 200 países e representam uma população de aproximadamente cem milhões de pessoas no mundo inteiro.

OS BATISTAS NA AMÉRICA

Dois nomes são apontados como fundadores das igrejas Batistas em solo americano: Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island; e John Clark, que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island, e conhecida desde 1648. Os batistas se espalharam pelas diversas colônias da América do Norte e influenciaram bastante a formação da nação americana, tendo tido significativa contribuição na elaboração da constituição dos Estados Unidos de 1781.

Por sua vez, os Batistas Norte-Americanos foram grandemente motivados a evangelizar o mundo. Um jovem casal de missionários, Adoniram e Ana Judson, enviados em 1812 pela Igreja Congregacional para evangelizar a Índia, tendo partido com destino a Calcutá, ao examinar no Novo Testamento a doutrina do batismo (já que iriam se encontrar com o missionário batista William Carey e seu grupo de pastores), acabou por concluir que os batistas estavam certos quanto ao batismo dos crentes por imersão. Eles foram batizados pelo Pastor William Ward, companheiro de Carey. Em maio de 1814, foi fundada uma Convenção em Filadélfia, com o nome de “Convenção Geral da Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro”. A partir daí, a obra missionária dos batistas iniciou um grande crescimento.

Informações tiradas do Website oficial da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos e traduzidas livremente para este site dão mostras de que, “... desde sua organização em 1845 em Augusta, na Geórgia, a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos cresceu bastante, atingindo mais de 16 milhões de membros, que se congregam em mais de 42 mil igrejas no país. Os Batistas do Sul mantêm cerca de 5 mil lares missionários, abrangendo os Estados Unidos, Canadá, Guam e o Caribe, além de sustentarem o trabalho de mais de cinco mil missionários em 153 nações do mundo ”. Trabalhando através de 1.200 associações locais e 41 convenções estaduais, os Batistas do Sul compartilham uma base comum de crenças bíblicas e um compromisso de proclamar o evangelho de Jesus Cristo ao mundo inteiro. Este compromisso, presente até hoje na Convenção americana, fez com que o evangelho chegasse até o Brasil.

OS BATISTAS NO BRASIL

Quando pensamos sobre o início do trabalho batista no Brasil, é preciso lembrar três datas importantes: 1859, 1871 e 1882. Por que três anos em vez de um só? Vamos aos fatos.

Com a abertura dos portos brasileiros por D. João VI, a partir de 1808, e com a independência de 1822, o Brasil assinou tratados internacionais, principalmente sob pressão inglesa, ainda na primeira metade do século XIX, autorizando, por exemplo, a abertura no Brasil de casas de adoração para os estrangeiros. Com isso, os protestantes começaram a investir no Brasil, no início timidamente. Após anglicanos, metodistas, congregacionais e presbiterianos, precisamos considerar a primeira data citada: 1859 . Nesse ano, chegou ao Rio de Janeiro o casal Thomas Jefferson Bowen e esposa, missionários que haviam trabalhado na África Ocidental. Instalaram-se no Rio de Janeiro em meados de 1859 e deram início ao trabalho. Bowen havia sido missionário na África, onde aprendera o dialeto ioruba; por isso, de início pretendia implantar uma igreja de fala inglesa e outra para os escravos. Começou, então, um trabalho comunicando-se com os escravos em sua língua e distribuindo Bíblias, o que gerou desconfianças por parte das autoridades. Essa primeira missão batista foi interrompida em 1860, com a volta dos missionários para os Estados Unidos, tendo tido pouca duração. O motivo oficial do término da missão foi o estado de saúde do missionário, coisa que já havia interrompido sua estada na África; no entanto, há indícios de que o término tenha sido motivado pela interação com os escravos e a comunicação com eles em sua língua, estando o Brasil ainda em pleno regime de escravidão.

Após a Guerra de Secessão Norte-Americana, que durou de 1861 a 1865, um grande número de sulistas imigrou para o Brasil, bem como para o México, Venezuela, Peru, Austrália e Nova Zelândia. Na província de São Paulo, muitas famílias se fixaram na região de Santa Bárbara e seus arredores, ali fundando a vila que recebeu o nome de Americana, (hoje uma cidade importante da Região Metropolitana de Campinas). Esses imigrantes que se instalaram no Brasil eram, em sua grande maioria, protestantes ligados às Igrejas Presbiteriana, Metodista e Batista. Tendo aqui chegado e gozando das liberdades concedidas pela legislação em vigor, organizou cada uma das comunidades sua igreja, na língua inglesa, para manutenção do culto costumeiro. Em 1871 , a 10 de setembro, foi organizada a primeira igreja batista em solo brasileiro, em Santa Bárbara, sendo esta a segunda data importante citada no começo do texto. A seguir, uma igreja menor foi organizada, no local chamado “Station”, a estação da nova estrada de ferro, sendo essa a Segunda Igreja Batista em Santa Bárbara, a Igreja da Estação . A 20 de junho de 1880, Antônio Teixeira de Albuquerque tornou-se membro dessa igreja, por profissão de fé e batismo, sendo consagrado ao ministério da palavra no mesmo dia, já que era um ex-padre, tendo feito curso de seminário católico. Informa ainda o pastor Damy Ferreira, em seu livro “Centenário da Convenção Batista do Estado de São Paulo”, num capítulo denominado A Igreja Batista em Santa Bárbara do Oeste , um fato curioso: por ser a Igreja Católica religião oficial do Estado, os outros religiosos enfrentavam muitos problemas com cemitérios e registros. Criou, assim, o grupo não-católico o seu próprio cemitério, o qual é utilizado até os dias de hoje pelos descendentes de norte-americanos e seus familiares.

Após troca de correspondência entre a igreja batista de Santa Bárbara e a Junta de Missões da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, bem como da participação de Alexandre Travis Hawthorne, um advogado que chegou à patente de general no exército do sul dos Estados Unidos, essas duas frentes prepararam o terreno, para a chegada ao Brasil, na década de 1880, de William Buck Bagby e sua esposa Anne Luther Bagby, bem como de Zacharias Clay Taylor e Kate Stevens Crawford Taylor. Os dois casais, auxiliados ainda pelo ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque, no dia 15 de outubro de 1882, organizaram a Primeira Igreja Batista do Brasil para brasileiros em Salvador, na Bahia.

Nos primeiros vinte e cinco anos de trabalho, Bagby e Taylor, auxiliados por outros missionários e por um número crescente de brasileiros, evangelistas e pastores, já tinham organizado oitenta e três igrejas, com aproximadamente 4.200 membros, em nosso país. A Convenção Batista Brasileira tornou-se então realidade em 1907, no dia 22 de junho, ano escolhido por ser o vigésimo quinto desde o início do trabalho batista brasileiro, tendo a organização acontecido na Primeira Igreja Batista de Salvador, na Bahia.

Hoje, passados mais de cem anos, a obra batista se espalha por todos os estados do nosso país.

OS BATISTAS NO ESTADO DE SÃO PAULO

Conforme afirma o Pastor Dami Ferreira, em sua obra “Centenário da Convenção Batista do Estado de São Paulo: “... não é demais lembrar que, em 1999, celebramos o centenário da Primeira Igreja Batista de São Paulo, marco inicial do trabalho Batista no Estado de São Paulo, dentro da tese oficial do marco iniciado em Salvador, em outubro de 1882, aprovada pela Convenção Batista Brasileira”. Podemos perceber que a obra batista atingiu o Estado de São Paulo no final do século XIX, tendo sido a Primeira Igreja Batista da capital fundada em 1899. A nossa Convenção Batista do Estado de São Paulo já comemorou seu centenário em 2004, organizada que foi em 1904. Ainda segundo a obra citada, referindo-se a São Paulo “na virada do século, em 1895, a população de São Paulo contava com 130 mil habitantes, dos quais 71 mil eram estrangeiros. Foi nesta época também que surgiram as primeiras linhas de bondes (tração animal), reservatórios de água e iluminação a querosene” . Foi nessa São Paulo tão diferente da atual que a obra batista começou, tendo-se espalhado rapidamente pela capital e pelo interior do estado, atingindo as cidades de Jundiaí em 1902, (data provável), Santos em 1903, Nova Odessa em 1906, e chegando a Campinas oficialmente em 1907. A obra citada aponta as vinte primeiras igrejas organizadas em solo paulista, em ordem cronológica:

1. São Paulo, 1ª 06/07/1889
2. Santos, 1ª 19/02/1903
3. Nova Odessa, 1ª 16/12/1906
4. Campinas, 1ª 03/10/1907
5. Liberdade 30/04/1909
6. Brás, 1ª 08/06/1911
7. Mogi das Cruzes 12/06/1911
8. Alto Alegre 03/11/1911
9. Viradouro 12/10/1912
10. Potirendaba 21/11/1915
11. Nova Europa 19/07/1919
12. Bauru, 1ª 07/03/1920
13. Rio Claro 13/05/1920
14. Ribeirão Preto 14/11/1920
15. Assis, 1ª 20/02/1921
16. Central de Varpa, Tupã 07/04/1923
17. Húngara, 1ª 29/09/1924
18. Lapa 29/09/1924
20. Lavras, Cajati 15/11/1924
21. Penápolis 01/03/1925

O tempo passou. O crescimento vertiginoso não atingiu somente a cidade de São Paulo, mas todo o estado, bem como o país. Hoje, o número de igrejas é muito maior que no princípio, mas ainda há muito trabalho a ser feito. Muitas cidades ainda estão sem a presença batista da nossa convenção, algumas até na nossa Região Metropolitana de Campinas. Os campos continuam brancos e a ceifa precisa prosseguir.

OS BATISTAS NA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS

No final do século XIX, quando ainda não existia a RMC, houve duas tentativas para se organizar o trabalho batista em Campinas, ambas frustradas, até que se chegou à organização definitiva. Conta o pastor Damy Ferreira que, em dezembro de 1891, organizaram-se duas igrejas no Estado de São Paulo, uma na capital, outra em Campinas, ambas formadas apenas por membros que eram europeus. A da capital desapareceu por mudança dos membros para outra cidade e a de Campinas foi exterminada, um ano após sua formação, por uma epidemia de febre amarela. No final de 1900, foi organizada a Igreja Batista de Campinas, com apenas cinco membros, igreja essa que mantinha uma Escola Dominical e um ponto de pregação na Vila de Valinhos. A Igreja inicialmente enfrentou alguns problemas de disciplina, a partir dos quais, resolvidas as questões, a vida espiritual começou a crescer. A Igreja funcionava, segundo consta, na Rua Álvares Machado, 109. Porém, tal como na primeira tentativa, em 1904, seus membros também foram dizimados pela febre amarela, sobrando quatro pessoas: Manoel Joaquim Martins, Rosa D'Otto Martins, Bettagne Quirino e Thereza Bettagne, que se ligaram a uma Igreja Presbiteriana Independente.

Em 3 de outubro de 1907, cerca de três anos mais tarde, os mesmos irmãos que cooperavam com os presbiterianos voltaram a se reunir sob a liderança do missionário William. B. Bagby, o fundador da 1ª Igreja Batista em Salvador. O secretário leu o pacto e declaração de fé contidos no livro "Origem dos Batistas", de S. H. Ford, sendo o mesmo unanimemente aceito por todos, passando a figurar como membros: Bettagne Quirino, Elisa Thereza Bettagne, Rosa D'Otto Martins e Manoel Joaquim Martins. Ficou como pastor interino da 1ª Igreja Batista de Campinas o Dr. W. B. Bagby.

De1907 a 1920, a Igreja reuniu-se em dez lugares diferentes. Em 1920, sendo seu pastor Sebastião Angélico de Souza, foi comprada uma propriedade na rua Senador Saraiva, nº 50, esquina com a rua Ferreira Penteado. Feitas algumas reformas para adaptar-se às necessidades da Igreja, essa propriedade serviu-lhe por cerca de quarenta anos. A cidade cresceu e precisou ampliar suas ruas e avenidas. Por causa de uma ampliação da rua Senador Saraiva, que se transformou em avenida, a propriedade da Igreja foi desapropriada pela Prefeitura Municipal. No dia 31 de janeiro de 1962, celebrou-se o último culto nesse local e a Igreja transferiu-se para uma casa adquirida na Rua Ferreira Penteado, 196, na mesma quadra onde se encontrava o templo desapropriado, onde permaneceu até 1970. Em 10 de janeiro de 1971 mudou-se para a nova sede, na Av. Andrade Neves, nº 1848, sob a orientação do pastor Ary da Costa Cabral, que havia assumido o pastorado em 31 de maio de 1969. Esta é a atual sede da Igreja.

Este é o quadro de pastores da 1ª Igreja Batista de Campinas, de 1907 até hoje:

1907 - Dr. William Buck Bagby
1909 - Missionário F. M. Edwards
1911 - Pr. José Grosemberg
1916 - Pr. Ricardo lnke
1917 Missionário J.J. Taylor
1917 Dr. W. B. Bagby
1919 - Pr. Sebastião Angélico de Souza
1922 - Pr. Henrique Penna
1923 - Pr. Pedro Gomes de Mello
1925 a 1927 – Pr. Paulo C. Porter
1928 a 1930 - Pr. Axel Anderson
1931 a 1932 - Pr. Paulo C. Porter
1933 a 1934 - Pr. Luis de Assis
1934 a 1935 - Pr. Paulo C. Porter
1936 a 1937 - Pr. Walter Kaschel
1939 a 1941 - Pr. José Siqueira Dutra
1946 a 1951 - Pr. Luis de Assis
1952 a 1969 - Pr. Egídio Gióia
1969 a 1989 - Pr. Ary da Costa Cabral
1989 a 1998 - Pr. Paulo César Faustino
1999 a 2007 - Pr. Carlos Water Marques da Silva

Segundo registro de O Batista Paulistano , edição especial do Jubileu de Diamante dos Batistas na Cidade de São Paulo (1899 -1974), a Primeira Igreja Batista de Campinas tinha, em 1969, 181 membros. Em 1974, tinha 307. Atualmente, segundo consta na agenda da Convenção Batista do Estado de São Paulo, conta a 1ª Igreja com 520 membros.

Este relato foi feito até aqui em homenagem ao centenário da 1ª Igreja Batista de Campinas, comemorado no dia 3 de outubro de 2007.

Campinas, no começo do século XX, era uma cidade pequena. Hoje, um século após, passa de um milhão de habitantes. Em número de igrejas, podemos dizer que houve progresso, pois, de uma única congregação, contava a cidade em 2007 com trinta igrejas, cujos nomes expomos abaixo:

1 – Aliança (antiga Bonfim)
2 – Barão Geraldo
3 – Cambuí
4 – 1ª de Campinas
5 – Central (IBCC)
6 – Cidade Universitária
7 - Ebenezer
8 – El Shadai
9 – Guanabara
10 – Jardim Carlos Lourenço
11 – Jardim Nova América
12 – Memorial Campinas
13 – Memorial Centenário
14 – Monte Sião
15 – Monte Sinai
16 – Nóbrega
17 – Nova Canaã
18 – Nova Jerusalém
19 – Paraíso
20 – Parque Universitário
21 – 1ª Parque Valença
22 – Real Parque
23 – São Bernardo
24 – São José
25 – Satélite Íris
26 – Taquaral
27 – Vida Nova
28 – Vila Aeroporto
29 – Vila União
30 – Vista Alegre

Contudo, os tempos mudaram. Hoje, as preocupações de políticos e líderes de diferentes áreas não se voltam mais para uma cidade isolada, mas precisam abranger uma região maior, na busca de soluções para problemas comuns. Existe hoje consolidada legalmente a Região Metropolitana de Campinas (RMC), formada por dezenove cidades, e deve ser preocupação das igrejas de Campinas toda essa população. Colocamos abaixo, para registro histórico, quantas e quais são as cidades da RMC , bem como as Igrejas Batistas nelas presentes e atuantes em 2007, segundo nos informa a Agenda da Convenção Batista do Estado de São Paulo:

AMERICANA
1. Americana
2. Bereana
3. Betel
4. Central
5. Cidade de Americana
6. Ebenezer
7. Esperança
8. Memorial
9. Praia Azul
10. Redentor
 
ARTUR NOGUEIRA
1ª de Artur Nogueira
 
COSMÓPOLIS
1ª de Cosmópolis
 
ENGENHEIRO COELHO
Sem igreja
 
HOLAMBRA
Sem igreja
 
HORTOLÂNDIA
1. Boas Novas
2. Boas Novas - Jardim Amanda
3. Central
4. Cristalina
5. Esperança
6. 1ª Hortolândia
7. Monte Horebe
8. Monte Sião
 
INDAIATUBA
1. 1ª Indaiatuba
2. Jardim Morada do Sol
3. Nova Aliança
4. Vida Nova
 
ITATIBA
1ª Itatiba
 
 
JAGUARIÚNA
1ª Jaguariúna
 
MONTE MOR
1ª de Monte Mor
 
NOVA ODESSA
1. Bela Vista
2. Central
3. Jardim Marajoara
4. Jardim Planalto
5. 1ª Nova Odessa
6. 2ª Nova Odessa
7. Vitória
 
PAULÍNIA
1. Central
2. Nova Esperança
3. Parque da Represa
4. Paulínia
 
PEDREIRA
Sem igreja
 
SANTA BÁRBARA D'OESTE
1. Cidade Nova
2. Conjunto 31 de Março
3. Jardim Belo Horizonte
4. Jardim Europa
5. Manancial (antiga Jd. Orquídeas)
6. Memorial
7. Nova Esperança (ant. Jd. Pérola)
 
SANTO ANTÔNIO DE POSSE
Sem igreja
 
SUMARÉ
1. Altos de Sumaré
2. Betesda
3. Central
4. Denadai
5. Elienai
6. Jardim Bom Retiro
7. Jardim Maria Antônia
8. 1ª Matão
9. Nova Veneza
10. Parque das Nações
11. Planalto do Sol
12. 1ª Sumaré
13. 2ª Sumaré
14. Vila San Martin
 
VALINHOS
Sem igreja
 
VINHEDO
Água Viva

São noventa igrejas ao todo nas dezenove cidades da RMC. A igreja de maior número de membros é a IBCC, com cerca de mil membros no ano do seu cinquentenário.

No entanto, se é importante sabermos ao certo quantos somos , mais importante ainda é descobrirmos quantos devemos ser , pois Deus certamente ainda tem muito povo nesta região, gente que precisa ser alcançada. Existem cinco entre as dezenove cidades sem igreja batista ligada à nossa Convenção, a saber: Engenheiro Coelho, Holambra, Pedreira, Santo Antônio de Posse e Valinhos. Em três delas, Holambra, Pedreira e Valinhos, existem congregações, sendo que a Congregação de Holambra foi assumida pela IBCC. Engenheiro Coelho, porém, ainda espera pelo trabalho batista.

O ano de 2007 foi bastante significativo para todos os batistas do Brasil, e principalmente para nós, os de Campinas e especificamente os da Central. No ano de 1907 foi organizada a Convenção Batista Brasileira, bem como a Primeira Igreja Batista de Campinas; cinquenta anos depois, em 1957, organizava-se a Igreja Batista Central. 2007 foi realmente um ano de muitas comemorações.

O poder transformador do evangelho de Cristo é tremendo, libertando o homem das garras do pecado, que o conduziria à perdição eterna, e atuando também na libertação social e pessoal do ser humano neste mundo, dando-lhe condições para optar por uma vida que agrade a Deus e que atraia outros para as verdades transformadoras da Palavra de Deus. Vale a pena vivermos esta mensagem e levarmos a Obra adiante.

IGREJA BATISTA CENTRAL DE CAMPINAS

Relato Histórico dos Primeiros 50 Anos

Cinquenta anos na vida de uma igreja é uma data significativa. Diversos pastores, visões ministeriais de naturezas diferentes umas das outras, épocas trazendo circunstâncias as mais variadas na última metade de século, tudo isto faz com que nossa existência como igreja tenha características próprias, únicas e por vezes impressionantes, mostrando a atuação de Deus como Senhor ao longo da História.

Tendo por base o cinquentenário da Igreja Batista Central de Campinas, quatro grandes períodos podem ser considerados na sua existência até hoje, os quais serão apresentados a seguir.

PERÍODO INICIAL: 14/12/1957 a 01/08/1969

A Igreja Batista Central de Campinas foi fundada por um grupo de pessoas que se desligaram da 1ª Igreja Batista de Campinas, tendo seu culto inaugural acontecido no dia 14 de dezembro de 1957, com a presença de cinquenta e cinco irmãos, acrescido esse número de sete outros que, naquela noite, pediram sua carta de transferência para a nova igreja. Entre eles, figurava Travis S. Berry, missionário norte-americano que foi o primeiro pastor da Igreja. Em dois meses, o número de membros chegou a oitenta e cinco, constituindo o grupo dos considerados membros fundadores da Igreja , que são os seguintes: Adelaide Mancini Francischini, Alfredo Zarins Filho, Alfredo Zarins, Alzira Ribeiro Teixeira, Amaury Arley Barone, Antonio Alexandre de Andrade Patto, Armando Antônio Barone Filho, Arthur Araium, Astrogilda Zarins, Áurea Castorina de Andrade Patto, Áurea de Andrade Patto, Azael Sevelin Mathias, Bento Seixas, Berend Hartgers, Bernice Berry, Carolyn Plampin, Cecília Pereira Dutra, Célia Gonzales Pinto, Cenir Francischini, Darcy Ferreira Veiga, Deolindo Francischini, Dorilea Codo, Dorothea L. Rohwedder Ströh, Edmir Servidone, Elenice Teixeira, Eunice Dimárzio Ronze, Francisco Pedroso, Genny Veiga, Gideon Nogueira de Oliveira, Hamilton Carnio Junior, Hamilton Carnio, Hilda Zarins, Ilze Stroeh Barone, Ines Ströh Rocha, Irma Ströh Cárnio, Isabel Borges, João Pedroso, Joaquim Gomes Beato, Jorge P. Dutra, José Borges de Oliveira, José Dimárzio Netto, José Ribeiro, Josefina Pedroso, Josias Lopes, Josué Codo, Juvail Antunes de Campos, Laodicéia Codo, Lídia Teixeira Hartgers, Maria da Penha Vasconcelos, Maria Orazília Lopes, Maria Rosa Ferreira Veiga, Maria Teixeira Dimarzio, Mário Ronze. Mercedes Codo, Michael Berry, Natália Pauzer Araiun, Neide Mirna Araium, Nelson Pinto, Nicola Dimarzio, Odair Pereira Patto, Oderson dos Santos, Olívio dos Santos, Oscar Pauser, Oséias dos Santos; Placídia Leite, Plínio Teixeira Filho, Plínio Teixeira, Ricardo Simões Rocha, Richard T. Plampin (pastor), Rosária Calichio Basso, Rosina Maria Asta Dimarzio, Rubens Simões Rocha, Ruth de Toledo, Sahara Busto, Samuel Teixeira, Shirley dos Santos, Simeão Marinho, Travis S. Berry (pastor), Umbelino José Basso, Victoriano Cid Filho, Virgínia dos Santos, Wilma Lopes Rangel, Yolanda C. Schirrmeister, Zelinda Consuelo Silveira de Oliveira e Zilda Silveira de Oliveira.

Durante seus primeiros doze anos, a IBCC teve cinco pastores, sendo quatro missionários norte-americanos e um brasileiro. Pela ordem, ocuparam o cargo de pastores titulares os seguintes irmãos: Travis S. Berry , Richard T. Plampin , Edgar Coelho Batista , Thurmon Earl Bryant e Oscar D. Martin. Num período de transição pastoral superior a um ano, liderou a Igreja o irmão Basílio Corilov, seu vice-moderador na época, um precioso instrumento nas mãos de Deus para aquele momento.

Organizada em prédio em construção cedido pela Igreja Presbiteriana Independente, na rua Lusitana, número 824, cerca de quatro meses após, a IBCC adquiriu seu primeiro imóvel, situado na rua Dr. Quirino 930, o qual, após reformas e adequações, serviu de templo e local de reuniões durante quase todo o período inicial.

Iniciando suas atividades com oitenta e cinco membros fundadores, ao final do período a Igreja contava com pouco mais de duzentos membros. A Igreja cresceu numérica e também espiritualmente, fortalecendo-se nas doutrinas batistas. Para tanto, foi decisiva a presença do pastor Thurmon E. Bryant atuando entre nós. Homem de múltiplos afazeres junto à Convenção Batista e à Faculdade Teológica Batista do Estado de São Paulo, o pastor Bryant contou com a colaboração, no dia-a-dia da Igreja, do irmão Manuel de Jesus Thé, que era na época seminarista da Faculdade em São Paulo.

PASTORADO “JOÃO BATISTA MARTINS DE SÁ”:

02/08/1969 – 30/11/1986

O mais longo pastorado da IBCC até o seu cinquentenário foi o de João Batista Martins de Sá. Vindo do Ceará, onde deixara o pastorado da Igreja Batista de Monte Castelo, em Fortaleza, o pastor João Batista, logo que chegou, mostrou o cunho dinâmico que seu ministério teria. Na primeira sessão presidida por ele, a Igreja votou a criação do Ginásio Evangélico Batista de Campinas, assunto que serviu de embrião para o Colégio Batista, pouco tempo após, com a anexação de dois colégios da cidade, que foram adquiridos pela Junta de Educação da Convenção Batista do Estado de São Paulo em convênio com a Igreja. Durante mais de trinta anos, o colégio atuou na cidade de Campinas.

No âmbito interno da Igreja, o trabalho foi dinamizado e organizado durante esse pastorado, tendo a IBCC crescido de pouco mais de duzentos membros para um rol de mais de mil nomes. Departamentos e estrutura foram criados para dar suporte ao trabalho em crescimento. Atendendo ao chamado missionário, foram organizadas novas missões em bairros e cidades vizinhas, a maior parte delas vindo a se tornar em igrejas.

Durante o pastorado em questão, a Igreja teve seu jornal, chamado de “Semeador”, que serviu de instrumento de comunicação de alcance nacional, comunicando eventos e sendo útil para a edificação de vidas durante alguns anos.

No dia 14 de maio de 1977, a Igreja finalmente inaugurou o seu Templo em ato solene, passando a contar com espaço mais adequado para seus cultos e atividades.

No final de 1984, a Igreja adquiriu o acampamento “Alvo da Mocidade”, em Paulínia, o qual passou a ser chamado de Acampamento Batista Louvor. Ali a Igreja começou a promover retiros e outros encontros adequados àquele recanto. Além do Acampamento Louvor, outros empreendimentos e propriedades foram acrescentados à história da Igreja, como o Centro Familiar (nas proximidades do Shopping Center Iguatemy), a criação da Casa do Estudante para atendimento de jovens vindos de outras localidades em busca de estudo nas nossas universidades, e outros. Grande foi o envolvimento da Igreja em atividades de cunho espiritual e social no período.

Com as inclinações carismáticas demonstradas pelo Pastor João Batista, as quais a liderança da Igreja não via como adequadas às suas doutrinas batistas, foi sendo criado, aos poucos, um conflito entre a Igreja e seu pastor, até que, no dia 30 de novembro de 1986, o pastor João Batista Martins de Sá deixou o pastorado da IBCC, sendo acompanhado por um grupo de membros que, juntamente com ele, formaram a Igreja Batista Ágape. Encerrava-se então o pastorado “João Batista Martins de Sá” entre nós. Após uma transição de cerca de oito meses, de 01/12/1986 a 07/08/1987, quando a Igreja foi liderada pelo irmão Sérgio Larghi Campos, outro precioso instrumento nas mãos de Deus para aquele momento, um novo pastorado se iniciaria.

PASTORADO “MARCÍLIO SEBASTIÃO GOMES TEIXEIRA”:

08/08/1987 – 07/09/2003

Assumindo o pastorado titular da IBCC no dia 8 de agosto de 1987, o pastor Marcílio Gomes Teixeira, que deixara a 1ª Igreja Batista de Curitiba, logo de início teve que lidar com um ambiente interno ainda com problemas pela transição pastoral havida. Com muita ética na condução dos assuntos, das assembléias e do rebanho, o pastor Marcílio promoveu um realinhamento da Igreja de acordo com suas doutrinas batistas convencionais, seguidas desde sua organização.

Durante o tempo em que aqui esteve, o pastor Marcílio alimentou o rebanho com mensagens baseadas na Palavra de Deus, conduzindo-o a ”águas tranquilas” e a “pastos verdejantes”, desenvolvendo um trabalho de púlpito realmente abençoado e abençoador.

É preciso destacar a imprescindível atuação não somente do pastor Marcílio entre nós, mas do casal, pois a irmã Helena de Moraes Teixeira foi importante ajudadora como esposa do pastor, tendo dado sua colaboração principalmente na área da música, na criação e regência de corais e outros grupos. Foi destaque neste assunto a organização e manutenção entre nós do Coral de Adolescentes, que atuou internamente nos cultos da Igreja, cantando com regularidade, e também externamente, na área de evangelismo, tendo sido o Coral usado para gravações solicitadas pela Junta de Missões da nossa Convenção, a fim de promover o trabalho missionário nas igrejas batistas de todo o Brasil. A atuação do Coral de Adolescentes teve alcance internacional, graças à viagem ao Paraguai empreendida, com muitas apresentações e frutos colhidos no país vizinho.

Durante seu pastorado, o pastor Marcílio soube dar sequência ao trabalho regular da Igreja, bem como à atividade de suas organizações externas e internas. Deu suporte à continuação do trabalho no Colégio Batista, tanto nas aulas em geral como no trabalho de capelania que ali se desenvolvia, tendo contado com o auxílio de diversos pastores como capelães. É de sua gestão também a criação do “Projeto Esperança” pela ABASC, trabalho de cunho social, educacional e espiritual desenvolvido junto à missão do Jardim Nova América, missão essa posteriormente organizada como Igreja.

Por fim, ao completar quarenta anos de ministério pastoral, no dia 7 de setembro de 2003, o pastor Marcílio Gomes Teixeira deixou o pastorado da IBCC, em culto solene e de expressivo caráter espiritual. Reconhecendo a importância do seu pastorado, a IBCC resolveu conferir ao pastor Marcílio o título de Pastor Emérito, “como reconhecimento pelo seu ministério, desenvolvido de maneira honrosa, ao longo desses 16 anos”: um título aprovado pelo plenário por unanimidade.

PASTORADO “LEANDRO BORGES PEIXOTO” – 08/09/2003

No dia 8 de setembro de 2003, assumiu o pastorado interino da Igreja Batista Central de Campinas o pastor Leandro Borges Peixoto, que chegara à Igreja meses antes, constituindo-se n o pastor das três posses no mesmo ano: em 01/02/2003 como Pastor Adjunto; em 08/09/2003 como Pastor Interino; a partir de 14/12/2003, como Pastor Titular da Igreja.

Com sua visão jovem e dinâmica, porém profundamente arraigada na Palavra de Deus, o pastor Leandro submeteria a Igreja a uma nova orientação pastoral e visão ministerial, pois, a partir da sua posse, a IBCC teve sua ótica de atuação no mundo ampliada e atualizada para as necessidades de um novo século, o qual nos coloca diante de novos desafios, como igreja que pretenda ser relevante em sua ação nestes novos tempos. Assim sendo, dois meses após sua posse, a Igreja conheceu e aprovou o projeto ministerial “Uma visão de futuro para a IBCC”.

O projeto “Uma visão de futuro para a IBCC” convocou a Igreja a olhar para o porvir, apresentando um detalhamento do seu trabalho em multiministérios. De autoria do pastor Leandro, o documento fez a Igreja vislumbrar uma proposta para o seu desenvolvimento ministerial, a fim de continuar sua obra, neste novo século e milênio. No projeto, a Igreja aprovou a criação de sete ministérios, atendendo a sete necessidades básicas da sua atuação, todos subordinados ao Ministério Titular. São os seguintes os Ministérios aprovados naquela ocasião: 1. de Evangelismo, Missões e Beneficência; 2. de Educação Cristã; 3. de Adultos e Famílias; 4. de Jovens e Adolescentes; 5. de Louvor e Adoração; 6. de Infra-estrutura e Administração; 7. de Comunicação. Mais recentemente, foi criado o Ministério com Crianças, para atendimento da geração mais nova do rebanho. Os Ministérios estão ainda em fase de estruturação.

Dentro do atual pastorado, a Igreja Batista Central de Campinas está comemorando, de forma bastante ampla e variada, seu primeiro cinquentenário, olhando para o passado com o respeito que ele merece, avaliando o seu potencial presente e projetando o seu futuro, na forma de preocupações e projetos que possam continuar tornando sua atuação relevante. A ti, ó Deus, seja dada toda a honra, “pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém” .

Ricardo Simões Rocha – 21/04/07